A chamada cidade-luz é sinônimo de romance. É impossível, sim, im-pos-sí-vel não ficar encantado com ao menos uma das atrações desta que é uma das – se não a mais – cidades mais conhecidas do mundo.
Se Nova York é a cidade que nunca dorme, Paris é onde não se pára nunca. Há atrações para todos os gostos, bolsos e idades. Começando pelo Arco do Triunfo, passando por sua avenida mais larga e famosa, a Champs-Elysées (não é à toa que existem tantas vias chamadas “Campos Elíseos” no Brasil) e chegando a toda-poderosa “dama de ferro” parisiense, a Torre Eiffel, você terá visto menos de um décimo do que há para curtir e aprender em Paris. Por isso, mochila nas costas (é o que a Thâmara indica! nossa mochileira de plantão) – ou bolsa chiquérrima nos braços (que já faz mais o meu gosto!) – e aproveite.
Além dos locais citados acima, há outros pontos obrigatórios na cidade. A Place de la Concorde, por exemplo, é um mergulho nos livros de história. Foi lá que o rei Luís XVI e sua esposa, Maria Antonieta, foram decapitados por guilhotinas após a revolução francesa. História é palavra-chave na cidade. O Arco do Triunfo, que abriu nosso passeio, foi erguido por ordem de outro personagem freqüente em nossas escolas: Napoleão, para que pudesse ser recebido com glória ao chegar de suas batalhas.
A Torre Eiffel não é apenas aquele gigante que estamos acostumados a ver nos cartões-postais. Há vida – e que vida – em seu interior. São três pavimentos onde estão instalados um cinema que exibe um filme sobre a construção da torre, um restaurante (o disputadíssimo Jules Verne) e um museu de cera que mostra como era o escritório do construtor da torre, o engenheiro Gustave Eiffel, ele mesmo representado, estudando seus projetos.
Paris também é conhecida pelo volume de dinheiro que circula por lá. Saca só: PIB superior ao da Austrália, o maior centro financeiro e a segunda maior bolsa de valores da Europa. Não é a toa que em La Défense (centro econômico da cidade e assim chamado em memória a resistência oposta pelos franceses às tropas prussianas na guerra de 1870-1871) estão as sedes de grandes empresas francesas.
Se você olhar no mapa verá que em Paris existe o que o franceses chamam (fazendo biquinho, claro) de “axe historique” (eixo histórico). O ponto de partida é o Louvre, seguindo em linha reta pela avenida de Champs-Élysées, passando pelo Arco de Triunfo, continuando até à ponte de Neuilly e finalmente chegando no Arche de la Défense. Olha, até dá pra fazer o percurso a pé, mas a gente indica um tênis bem macio e o ticket do metrô garantido para a volta.
Le Arche de la Défense (conhecido também como O Grande Arco) está é um cubo oco, de 112 metros de altura, coberto de mármore branco e aberto no centro, apoiado por 12 pilares de 30 metros cada. Ufa! Inaugurado em comemoração do bicentenário da Revolução Francesa, o arco foi projeto do arquiteto dinamarquês Otto von Spreckelsen, e simboliza uma janela aberta para o mundo.

Noite

Imagine uma balada em um barco sobre o rio Sena. Agora, estando em Paris, pode parar de imaginar e entrar no Batofar. Sim, é uma danceteria-bar-clube em um barco. Mas se Paris te lembra can-can e cabarés, seu lugar é Pigalle, bairro que abriga o lendário Moulin Rouge (não, a Nicole Kidman não estará lá, mas aí você já está querendo demais).
Se você preferir algo menos profano, pode aproveitar a noite para visitar a Sacre Coeur. A basílica mantém suas portas abertas até 11 da noite.
Passeios
Se você tiver um tempinho extra, tente fazer pelo menos uma mini-viagem, para os arredores da cidade. Você pode ir para a Disneyland Resort Paris (você vai querer mais de um dia para aproveitar tudo), que é mais um complexo turístico do conglomerado Disney. Mas se você tiver economizando tempo, a dica é o Palácio de Versalles.

Considerado um dos maiores do mundo o Palácio de Versailles possui 2 mil janelas, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque. Muitos números? Pois fique sabendo que além disso ele é também um dos pontos turísticos mais visitados de França, chegando a receber 8 milhões de turistas por ano.
Idéia de quem? Ah, de um cara figuraça! Luis XIV, rei da França, que se considerava o Rei Sol, e costumava dizer: L’Etat c’est moi. (O Estado sou eu.) Poderoso e megalomaníaco ele não? E desde pequeno. A primeira construção no local foi do Rei Luis XIII que como gostava de caçar mandou construir um casarão em um terreno um pouco afastado de Paris, para praticar seu hobby predileto. Quando ele morreu, Luis XIV tinha apenas cinco anos, então depois de 20 anos, em 1661, humilhado por adversários políticos resolveu que a melhor forma de demonstrar seu poder e riqueza era construir um fabuloso palácio, com muito luxo e muita pompa, até então não existente.
Sorte a sua, que vai poder passear por um enorme jardim, simétrico e com estátuas e fontes trabalhados. E como o palácio fica a 3 quarteirões da estação ferroviária, é só pegar uma das linhas RER e caminhar um pouquinho até a entrada. É para ir preparando o impacto até chegar.
E Thâmara, Dconte-nos algumas poucas informações gerais sobre a nossa querida PARIS:
· Paris tem 105.397 km2 e 2.100.000 (sim, dois milhões e cem mil) habitantes.
· Fuso horário: como é a capital, tem o mesmo fuso que descrevemos em França, 3 horas a mais em relação a Brasília.
· Idioma: precisamos mesmo dizer???
· Frase mais importante na cidade: je t´aime (eu te amo). Sim, em algum momento, você vai dizer isso, esteja certo disso.
Bom, é isso aí galera!
Au revoir,
Rebecca Nogueira